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Para evitar que o refrigerador deixe de resfriar por causa do gelo, a regra é impedir que a umidade entre e se acumule: mantenha a porta bem fechada, nunca guarde comida quente, tampe líquidos e alimentos úmidos e deixe o escoamento da água sempre livre.
Também vale conferir o sistema de degelo automático, responsável por derreter a camada que se forma no evaporador, a parte que produz o frio.
Quando o gelo cobre essa região, o ar não circula, e o compartimento esquenta mesmo com o motor ligado. A seguir, você vai entender como esse bloqueio acontece, quais hábitos previnem o problema e o que observar para agir antes que a comida estrague.
Muita gente imagina que mais gelo significa mais frio. Na prática, acontece o contrário: uma camada grossa de gelo funciona como um isolante e impede o ar frio de chegar aos alimentos.
Em modelos frost free, o ventilador sopra o ar por cima do evaporador, que é uma serpentina bem gelada, e distribui esse ar pelos compartimentos. Se a serpentina estiver coberta de gelo, quase nada passa.
A umidade do ar que entra a cada abertura de porta, mais a dos alimentos mal tampados, vira gelo ao encostar nas superfícies mais frias. É um processo natural, que o aparelho elimina periodicamente com o degelo.
Se o ciclo de degelo não funciona direito, o gelo cresce camada sobre camada. O motor continua ligado, o ruído parece normal, mas o frio que chega ao compartimento fica cada vez mais fraco.
É por isso que o problema engana tanto: do lado de fora, tudo parece funcionar, e só os alimentos denunciam que algo está errado, geralmente começando pelos que ficam nas prateleiras mais altas.
Conhecer os vilões ajuda a combater o problema na origem. Quase sempre eles estão ligados à umidade que entra ou ao sistema de degelo que deixou de trabalhar.
Qualquer fresta no fechamento deixa entrar ar úmido o tempo todo. Itens que ficam presos na borda, uma porta desalinhada ou um aparelho desnivelado são causas muito comuns e fáceis de corrigir. Para testar, feche a porta sobre uma folha de papel e puxe devagar: se ela sair sem resistência, o contato da borda não está firme naquele ponto.
Panelas ainda mornas e potes sem tampa liberam vapor dentro do compartimento. Esse vapor se transforma em gelo nas paredes e, principalmente, na região do evaporador.
Resistência queimada, sensor de degelo desregulado ou placa de comando com falha impedem o derretimento automático. Nesse caso, o gelo volta rápido, mesmo depois de uma limpeza completa.
Veja os hábitos que mais favorecem o gelo:
Deixar a porta aberta por muito tempo durante as compras.
Guardar sobras ainda quentes sem esperar esfriar um pouco.
Usar potes sem tampa para sopas, molhos e frutas cortadas.
Encher o congelador de forma que bloqueie as saídas de ar.
Ignorar a água acumulada no fundo ou no chão.
Atenção: nunca use faca, espátula ou qualquer objeto pontiagudo para soltar o gelo. Os tubos da serpentina são delicados e um furo costuma causar um problema grave e caro.
A prevenção começa na rotina da cozinha. São atitudes simples, que não custam nada e reduzem muito a entrada de umidade no aparelho.
Espere a comida perder o calor mais forte em temperatura ambiente, sem demorar demais, e só então leve ao refrigerador. Isso evita aquele vapor repentino que vira gelo nas paredes.
Potes com tampa, sacos bem fechados e filme plástico nos alimentos úmidos reduzem a umidade solta no ar interno. Frutas e verduras lavadas devem ser secas antes de guardar.
Antes de abrir, pense no que vai pegar. Quanto menos vezes e por menos tempo a porta ficar aberta, menos ar úmido entra e menos gelo se forma ao longo da semana. Uma boa dica é combinar com a família que ninguém fica olhando o que tem para comer com a porta aberta: decida antes e pegue tudo de uma vez.
A água que o degelo produz precisa ter para onde ir. Quando o caminho entope, ela volta a congelar e forma placas que atrapalham o frio.
Na parte de trás do compartimento, existe um pequeno furo por onde a água escorre. Resíduos de comida e gelo podem entupir essa passagem, e uma limpeza cuidadosa com água morna costuma resolver. Uma seringa sem agulha ajuda a empurrar a água morna com firmeza, sem machucar nada, e uma haste flexível macia remove a sujeira mais teimosa.
Poças no fundo da gaveta, placas de gelo na base do compartimento e pingos no chão indicam que o escoamento não está funcionando e precisam de atenção rápida.
Um aparelho torto prejudica a drenagem e o fechamento da porta. Conferir o nível com um aplicativo no celular e ajustar os pés da frente já melhora bastante o escoamento. Depois do ajuste, faça de novo o teste da porta para confirmar que ela fecha com suavidade, sem ficar parada no meio do caminho nem bater com força.
Dica: a cada três meses, faça uma checagem rápida: olhe o fundo do congelador, confira se existe água parada e passe um pano seco nas bordas da porta. São dois minutos que evitam muita dor de cabeça.
Uma pessoa contou que, por duas semanas, o refrigerador mantinha o motor ligado, mas a água da jarra ficava morna e o sorvete amolecia. Achou que o aparelho tinha quebrado de vez.
Ao abrir o fundo do congelador, encontrou uma parede de gelo cobrindo toda a região de trás. Depois de desligar, deixar derreter com calma e secar tudo, o frio voltou.
O mais curioso foi descobrir que a causa era um pote de sopa sempre guardado destampado, que enchia o congelador de vapor todos os dias.
Se o gelo volta em poucos dias depois de limpar, a causa provavelmente não está nos hábitos, e sim em algum componente do sistema que perdeu a capacidade de derreter o gelo sozinho.
Quando a camada reaparece em menos de uma semana, um técnico de geladeira deve testar a resistência, o sensor de degelo e a placa para localizar o componente responsável. Anotar a data em que o gelo voltou ajuda bastante nessa conversa, porque mostra com que rapidez o problema se repete.
Se o compartimento continua morno depois de derreter todo o gelo, uma assistência técnica de geladeira consegue verificar ventilador, sistema de refrigeração e nível do gás refrigerante com os instrumentos adequados.
Estalos fortes, zumbidos diferentes ou cheiro de queimado junto com o gelo apontam para algo elétrico, e um reparo de geladeira bem feito evita que o defeito danifique outras áreas do aparelho.
Se você mora em Belo Horizonte e o gelo do seu refrigerador não dá trégua, nosso time visita sua casa com agilidade, testa cada componente do sistema de degelo e explica com transparência o que encontrou antes de qualquer intervenção.
Quando o gelo já tomou conta, o descongelamento manual é o primeiro socorro. Feito com cuidado, ele devolve o frio sem risco para o aparelho.
Retire os alimentos, guarde os congelados em caixas térmicas com gelo e desligue o aparelho da tomada. Forre o chão com toalhas, porque a água derretida escorre em quantidade maior do que se imagina. Se der, faça isso em um dia mais tranquilo e com a despensa mais vazia, assim você corre menos risco de perder alimentos durante a pausa.
Deixe a porta aberta e coloque uma tigela de água morna dentro do compartimento. Nunca use secador de cabelo, faca ou espátula, pois o calor direto e os objetos cortantes podem danificar o interior.
Depois de derreter tudo, seque bem as paredes, o fundo e o orifício de drenagem. Religue o aparelho e espere algumas horas antes de recolocar os alimentos, para o frio se estabilizar.
O passo a passo, resumido:
Transfira os alimentos para uma caixa térmica.
Desligue da tomada e abra a porta.
Forre o chão e aguarde o gelo derreter.
Seque o interior e limpe o escoamento.
Religue e aguarde algumas horas antes de guardar tudo.
Importante: aparelhos das marcas Brastemp, Consul, Electrolux, LG e Samsung possuem sistemas de degelo diferentes, e alguns modelos nem exigem descongelamento manual. Consulte o manual para saber como proceder no seu caso.
O ideal é transformar a prevenção em hábito. Pequenas rotinas espaçadas ao longo do ano mantêm o sistema de degelo trabalhando bem e evitam surpresas.
Uma vez por mês, passe a mão pelas bordas da porta, procure itens presos e observe se existe geada nas paredes. Perceber cedo evita que o problema vire uma camada grossa.
Uma limpeza completa a cada três ou quatro meses, com pano úmido e secagem cuidadosa, remove resíduos que podem entupir o escoamento e ajuda a manter o fechamento da porta em boas condições.
Uma manutenção de geladeira feita uma vez por ano permite testar resistência, sensor e placa de degelo antes que eles falhem, protegendo os alimentos e a durabilidade do aparelho.
Porque o gelo cobre o evaporador e bloqueia a passagem do ar frio. O motor continua ligado, mas o frio não chega ao compartimento, e a temperatura interna sobe aos poucos.
Resolve por um tempo, mas só de forma definitiva quando a causa é um hábito que você corrigiu. Se o gelo voltar em poucos dias, é provável que o sistema de degelo esteja com defeito.
Descongelar, limpar o escoamento e corrigir hábitos podem ser feitos em casa. Se o gelo continua voltando, o ideal é chamar um profissional de conserto de geladeira, que consegue testar os componentes do degelo com segurança.
Uma camada fina é comum em alguns modelos. O problema surge quando ela engrossa depressa, cobre as saídas de ar ou passa a comprometer o frio dos compartimentos.
Uma olhada mensal já é suficiente para a maioria das casas. Em épocas de calor ou depois de compras grandes, vale conferir com um pouco mais de frequência. Se você perceber qualquer sinal de geada nova ou de água parada, não espere o problema crescer: resolva logo no início, quando a solução ainda é rápida, barata e simples de fazer.
O gelo acumulado é um dos motivos mais comuns para o refrigerador deixar de esfriar, e também um dos mais fáceis de prevenir. Porta bem fechada, alimentos esfriados e tampados, escoamento livre e uma checagem mensal fazem a maior parte do trabalho.
Quando mesmo assim o gelo insiste em voltar, o sistema de degelo merece ser testado por quem entende do assunto. Se você está em Belo Horizonte e quer manter o seu aparelho gelando de verdade, estamos à disposição para diagnosticar com clareza e resolver com agilidade, cuidando para que o frio chegue a cada prateleira da sua cozinha.